SOMOS
NOSSA CAUSA
A nossa história se cruza com a BR-116.
A maior rodovia do Brasil, milhares de caminhoneiros circulam todos os dias por ela transportando mercadorias.
Isso a transformou também no maior foco de exploração de crianças e adolescentes no Brasil.
São 4.513 quilômetros de estrada, com pelo menos 262 pontos vulneráveis a exploração sexual de crianças e adolescentes.
Eles foram percorridos pelo jornalista britânico Matt Roper. A viagem e as historia que conheceu pelo caminho deram origem ao livro ‘Estrada Para O Inferno: A rodovia onde infâncias são roubadas’.
E, mais do que isso, a um trabalho em prol da proteção das meninas que vivem em situação de extrema vulnerabilidade ao longo da BR-116, conhecida como a ‘Rodovia da Exploração’.

O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de exploração sexual e abuso sexual infantil
500 mil crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual por ano
3 crianças por hora vítimas de abuso sexual e 51% tem entre 1 a 5 anos de idade
130 casos de violência sexual contra criança e adolescentes por dia, sendo 67,8% das vítimas têm idade entre 10 e 14 anos
80% dos casos de abuso infantil acontecem no ambiente familiar. Destes, 69,2% são contra crianças e 58,2% contra adolescentes
82,5% dos casos, o abusador é conhecido da vítima. Destes, 40,8% são pais ou padrastos; 37,2% irmãos, primos ou parentes e 8,7% avós
63,16% dos abusos ocorrem na casa das vítimas, contra 24,8% em local público, e 1,39% no ambiente escolar
79% das denúncias de estrupo registradas no disque 100 são crianças e adolescentes
85% das vítimas são do sexo feminino e vivem em localidades de extrema pobreza
45.000 são os números de casos de estupro com vítimas de até 19 anos por ano
94% da população concorda que a violência e a exploração sexual são um grave problema
26% das vítimas de abuso contaram para alguém sobre o ocorrido, mas somente 11% formalizaram a denúncia
90% dos casos nunca chegam a justiça
7% dos casos de exploração sexual infantil são denunciados
93% dos casos de exploração sexual acabam em silêncio